sexta-feira, 21 de junho de 2013


“Cara, não vacila, não faz assim, não destrói o coração de quem só quer te ver bem, de quem faz o impossível pra te ver sorrir. Não se deixa influenciar por essas paixões momentâneas, ela é a sua garota, merece respeito. Ela se importa, telefona pra saber se você já almoçou, tomou seu anti-alérgico, ou só pra dizer que te ama, ela acredita em ti, levanta seu astral, apoia seus sonhos mais loucos, te cuida quando doente e até quando saudável, ela sorri e ofusca todo o resto, ela é linda, exala alfazema e sorri com os olhos, ela luta por ti, apesar de seus erros constantes, encontra forças não sei de onde pra superar seu desmazelo, ela faz birra e 5 minutos depois, já está sorrindo. Mas você não se importa, acha que ela tá garantida, a sua garota não tem dormido, seus pais brigam diariamente, ela se acha incapaz e já não sorri como antes, ainda que cheia de tristeza, não deixa transbordar, transparecer, acontece, que até uma porta, perceberia que ela não tá legal, exceto você, que convive com ela, mas não a entende, você é egocêntrico, fútil, canalha, ela é doce, gentil, amável, você não a merece, não valoriza o anjo que Deus pôs em sua vida, você ainda não sabe, mas a ama, o triste fato é que você só se dará conta disso, quando ela estiver amando outro alguém, pra sua tristeza, será tarde, ela estará com o cara que descobriu isso primeiro.”
Tati Bernardi

“Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará, e, caso o faça, vai frustar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem a si mesmas.”
Martha Medeiros


 “Hoje eu não sinto mais saudade de você. Não estou dizendo essas palavras para te atingir, me vingar ou fingir que não estou mais nem aí. Só não sinto mais saudade de você. Antes aquela saudade me consumia, fazia meus olhos encherem de lágrimas, fazia meu coração tremer. Hoje tudo isso passou. Procuro no passado o que me fez te querer tanto. Não acho. Você continua bonito, engraçado e sedutor. Mas não vejo mais graça nisso tudo. Não me abalo mais com tanto poder de sedução. O encanto acabou, a magia se partiu, tudo ficou bem terminado aqui dentro. Isso antes me entristecia, hoje me deixa com olhar de paisagem. Não sinto nada. Nem seu cheiro sinto mais. Antes, fechava os olhos e conseguia sentir seu perfume. Passou. Meu Deus, eu achei que nunca ia passar! Pensei que meu sofrimento jamais teria fim. Mas teve. Um fim bonito. Um fim que não deixa nem saudade.”

— Clarissa Corrêa



“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades… Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei… Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser… Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro… Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser… Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências… Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer! Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… não sei onde… para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi…”
— 
Became-insane

quarta-feira, 15 de maio de 2013